Aos poucos

Aos poucos o livro se torna real. Palpável.

Aos poucos as pessoas perguntam quando será lançado, qual é a história e se interessam. Aos poucos consigo alguns leitores, essas pessoas que vão tornar aquela história real em suas cabeças. Que vão acompanhar Ivan G. e  outros em suas aventuras.  E que vão se perguntar (e me perguntar): como essa história surgiu. E eu terei de responder “do nada e de 1984, do nada e de Fahrenheit 451, do nada e de Machado de Assis, Thomas Mann e Kundera. E de tantas outras leituras e vozes que estão aqui na minha cabeça”.

E isso me deixa muito feliz, com aquela sensação de missão cumprida. E vai dando aquele frio na barriga. Um medo bobo de decepcionar.

Aos poucos, o livro se torna livro. E a história ganha uma força onde antes era só história, eram só palavras. Tanta gente envolvida, tantas engrenagens girando em torno de uma coisa: a grande noite na qual o livro nascerá para tanta gente.

E para mim ele apenas se tornará adulto. E poderá andar com as próprias pernas.

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