Correndo a favor do tempo…

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Há pouco mais de um mês me tornei 100% autônomo, o que até então era um sonho longínquo. Por diversos motivos que não cabem neste blog, tomei coragem e me lancei no desconhecido. Até agora, 25 de junho, tudo corre muito bem, obrigado. A única coisa que tem me deixado cabreiro é o que deve deixar todo tradutor autônomo maluco: o famigerado prazo.
Tenho uma cabeça ainda de peão, a pressão ainda é o fio condutor de muitas das coisas que faço. Se há pressão, há produção. Aos poucos, porém, tenho aprendido a gerenciar meu tempo de forma que eu possa aproveitar o que minha escolha me trouxe de melhor (ou seja, um controle sobre minhas atividades durante o dia e a decisão sobre fazer ou não um serviço) e controlar o que ela ao mesmo tempo proporciona, uma liberdade nunca antes experimentada por mim na história deste País. Há um tempo comentei aqui sobre o esquema pomodoro que para mim funciona quando a concentração resolve dar uma volta no sofá ou quando há metas muito urgentes. Mas cada um lida como se sente melhor com a famosa tia Dédi Laine, senhora maldosa e sádica, sempre com um chicotinho na mão e o salto-agulha pisoteando nosso teclado (me lembrou a Mara Tara, do Angeli).
Agora quero saber de vocês: como gerenciam o tempo e fazem 24 horas renderem?

6 Comentários Correndo a favor do tempo…

  1. madamemin 27 de junho de 2011 at 10:50

    Petê
    Trabalhar “por conta própria” é coisa para poucos. Já percebi isso. Não funciona para algumas pessoas, seja pela natureza do trabalho, seja pelo temperamento de cada um.
    Muitos tradutores autônomos já escreveram sobre isso – me included. Mas, na verdade, não tem essa de receita de bolo. Vai da disposição de cada um.
    Como você, muitos anos atrás larguei um emprego fantástico. Sete anos lá, tudo muito bom, mas faltava o desafio, o tesão, a vontade. Filhos pequenos tammbém. Queria curti-los além de fazer um tabalho que me desse prazer. Não me arrependo. Na época, todos foram contra a minha decisão de vir trabalhar por cota própria. Dezessete anos depois, vejo que deu certo. Certíssimo.
    Não é fácil como muitos pensam. Só com muita disciplina e organização mesmo – é o meu pilar: D&O. E tempo. Com o tempo você vai se ajustando. Não se assuste com pequenos revéses e períodos não tão bons.
    Curta a sua decisão. Curta a mudança. Vai dar certo.
    Beijão!

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    1. Petê Rissatti 27 de junho de 2011 at 11:41

      Min, é sempre muito bom te ler. Lá e aqui. Obrigado pela força, estou curtindo bastante já… e espero mesmo não me assustar com os possíveis revéses.
      Beijo grande.

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  2. Laura Fuentes 28 de junho de 2011 at 18:18

    Há anos que trabalho autônoma e cumpro prazos a custa de muita disciplina: hora para acordar, para almoçar, até o banho é controlado, às vezes 12 horas/dia. Só depois que entrego é que volto a curtir amigos e passeios. Portanto, tia Dédi Laine fez de mim meu pior carrasco…rsrs Beijão

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      1. Petê Rissatti 6 de julho de 2011 at 00:54

        Pima linda,

        Brigadón pela visita. Eu tenho minhas tecnicazinhas, como às vezes desligar tudo que seja relacionado à internet para produzir, usar o sistema pomodoro (tem um post sobre ele em algum lugar aqui) etc. Mas o que vale mesmo é descobrir o que você precisa fazer para conseguir mais em menos tempo. E ter uma rotina ajuda bastante.
        Beijão.

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  3. Claudia 5 de julho de 2011 at 10:52

    Nossa, fazia tempo que eu não entrava aqui, que bom que o fiz, tá mto legal seu blog! adoro reflexões, assuntos e duvidas que assombram a todos nós humanos e adoro saber das novas da sua vida :0
    Well well, time management, has never been an easy topic, has it?
    Se houver uma receita me avise, mas pelo zilhão de livros a respeito no mercado, acredito que seja mesmo mais um daqueles assuntos que dependem muito mais de si mesmo do que de uma receita pronta. Apesar de que algumas dicas sempre ajudam 🙂
    Eu tenho sempre este problema, ontém mesmo estava falando com o Di sobre isso, tendo a fazer as coisas (somente) sob pressão, no geral faço as coisas rápidas, as que consigo “tirar” do meu to-do list mais rápido, assim me sinto satisfeita mais rápido ambém, mas certamente, como muitas coisas na vida, o caminho mais curto não é o mais efetivo, então logo vem aquela sensação de não estar entregando como deveria.
    Acho que de forma geral, vale refletir sobre COMO se faz as coisas, pedir dicas de como os outros fazem as mesmas coisas e experimentar para ver o que lhe cai melhor.
    Eu preciso tentar ir por este caminho 🙂 boa sorte!
    Beijos
    Clau

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