Mais uma tragédia.

Voltando para casa na terça-feira, às 20h00, após um dia cansativo de trabalho, observo aglomerações em frente televisões em todos os lugares, bares, pizzarias, restaurantes, uma curiosidade preocupada no rosto das pessoas, algo que fica ainda mais sombrio debaixo da garoa fina que deita sobre São Paulo. Talvez uma medalha difícil no Pan, penso eu, ou futebol. Mas estava muito cedo para futebol e nem era quarta-feira. Na Augusta um rapaz que vinha à minha frente pára para entrar numa pizzaria na esquina da Matias Aires, fica por quase 30 segundos e sai desembestado. Estranho.
Quando entro na Frei Caneca vejo uma pequena TV de 14 polegadas numa doceria e me atenho à notícia: avião da TAM bate em depósito de carga. O que é isso? Como foi acontecer?
Chego em casa e fico sabendo da tragédia: o que então eram 176 pessoas, já são 186 apenas no avião. As notícias desabavam cada vez piores da tela da televisão e eu, impressionado, imaginava reações. Cada vida, cada destino ali se rompera com tanta violência, com uma brutalidade impar. Autoridades de debatem agora sobre os corpos incinerados, as providências que antes não foram tomadas agora serão exigidas, obrigatórias.
Vida breve, vida ínfima essa nossa. Qualquer passo em falso, e nem precisa ser nosso, adeus. Como disse a Myriam no seu Velocidade…, apenas importa o presente, o agora. Pois o amanhã pode queimar diante de nossos olhos, sem que a gente perceba…

PS.: Ia colocar uma foto neste post, mas acho que não devo. Me abstenho da imagem em memória das vítimas.

3 Comentários Mais uma tragédia.

  1. Marcelo 18 de julho de 2007 at 20:48

    Petê, sempre soube que você escrevia bem, mas está sendo ótimo ter acesso a esse seu dom todos os dias.
    Quanto ao fato relatado nesse post, sinto ainda um mix de sentimentos; revolta, piedade e vontade de aproveitar cada segundo.

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  2. Anderson Lucarezi 19 de julho de 2007 at 22:19

    Essa tristeza é tão grande q nem tenho muito oq dizer.
    é muito mau.

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  3. Erika 20 de julho de 2007 at 17:20

    Peterso, não sabia do seu blog e fico muito feliz em poder ler seus maravilhos textos novamente! Você sabe que sou sua fã há quase 10 (nossa!) anos!
    Este é mais um primoroso texto seu, desta vez sobre um assunto triste, revoltante e que realmente nos faz pensar sobre nossas vidas!
    Beijos!
    PS: Ah! Já ia me esquecendo… parabéns pelo blog!

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